segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Assim eles enfrentam a crise

Interessante a leitura da matéria de capa da Revista Exame de 11/02/2009, que nos informa como 170 presidentes de grandes empresas brasileiras estão liderando suas companhias nestes momentos turbulentos.

A matéria inicia contando como o principal executivo da GE, corporação que cresceu em média 30% ao ano desde 2.004, e que teve em 2.008 o melhor ano da sua história no Brasil faturando 3,4 bilhões de dólares - 46% mais que em 2.007, mudou sua conduta de "estrategista de grandes tacadas" para "administrador tático", olhando o presente com atenção às minúcias...

O que signfica isto, trocando em miúdos, ou em minúcias? A companhia que tanto cresceu no período de 4 anos, batendo recorde em cima de recorde, após quatro meses de iniciada a crise resolve que 170 funcionários de um braço financeiro eram totalmente dispensáveis. E o executivo diz que o "ajuste foi uma das medidas necessárias para que seus planos de crescimento de 10% em 2.009 tenham alguma chance de se tornar realidade".

E a matéria por aí vai, inclusive apresentando alguns resultados de uma pequena pesquisa feita com os presidentes. Na pergunta "Houve Cortes em Investimentos?", 99 presidentes disseram que sim e destes, 23 grandes líderes visionários informaram que já cortaram funcionários. Ou seja, mal começou uma crise que ainda não mostrou toda a sua dimensão, funcionários são descartados com uma velocidade e impiedade que impressiona.

E nos coloca uma reflexão sobre a área de Recursos Humanos: quão preparados estão os líderes do RH para defender a prioridade máxima dos empregos dentro da corporação?

Eu soube do caso de uma metalúrgica no interior paulista que precisou parar por uma semana por falta de pedidos e o que fez? ao invés do recurso da demissão, pois seu cenário é de redução efetiva de pedidos neste momento, optou por colocar todo o quadro em treinamento = uma semana de palestras e outras atividades que buscavam o melhor preparo do seu quadro.

No caso da mega corporação GE, será que a empresa estão tão mal das pernas (ou será que é o RH mal das pernas) que não consegue segurar e remanejar para alguma outra área ou unidade os 170 funcionários???demissão era a única alternativa possível?

Para refletir o papel do líder de recursos humanos dentro da corporação e sua real influência no board diretivo ou junto ao seu chefe, se não tiver assento no board.