segunda-feira, 9 de março de 2009

Um dos personagens mais famosos do País, Rui Barbosa (1849/1923), baiano, jurista e jornalista, defensor das liberdades civis é o nosso inspirador de hoje.

Trecho célebre do dicurso feito no Senado Federal em 17/12/1914 quando requereu informações sobre o Caso Satélite II e esbravejava sobre a falta de justiça dos senadores, dizia assim:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Neste início de semana, desejo propor uma reflexão inspirada no trecho acima, acerca das "malandragens", pequenas e grandes falcatruas que acontecem no mundo corporativo. Falamos tanto sobre os infindáveis casos envolvendo os políticos de todas as esferas - a propósito, não cansaremos nunca de lutar contra esta odiosa marca cultural nacional, certo? que esquecemos com compactuamos muitas vezes com trapaças cometidas em nosso "mundinho corporativo". Ora, vamos começar a limpar o lixo que nos envolve e rodeia, buscando - como gestores de pessoas que somos - formas de eliminar aqueles que ou vivem para tirar e aproveitar-se do que não lhe pertence.

Na sua empresa existe alguma forma, algum processo que possibilite denunciar casos de corrupção, de roubos de qualquer tipo cometido por colaboradores? Qual a política da direção quando casos dentro da companhia são conhecidos? Porquê varrer estes casos para debaixo do tapete? Sei que são inúmeras as razões para isso, mas não podemos fazer nada?