quinta-feira, 26 de março de 2009

Seguro-desemprego ampliado tem opiniões divergentes


Estava demorando para surgir outras opiniões sobre a questão do "alongamento" em dois meses (duas parcelas) do seguro-desemprego para algumas categorias "mais atingidas" pelo desemprego, no mês de dezembro/2008. O Ministério do Trabalho divulgou que desempregados de 16 Estados e de 42 setores econômicos mais atingidos, como metalurgia, têxtil, material de transporte, mecânica, química e farmacêutica, serão os beneficiados.

O ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianoto, que instituiu o seguro-desemprego na época do Governo Sarney, diz que "é uma discriminação inaceitável. O desemprego não é seletivo. Você não pode oferecer o benefício a ex-funcionários de uma empresa e negá-lo aos demitidos da empresa ao lado, só porque são de outro setor da economia".

Guilherme Afif Domingos, secretário do Emprego em São Paulo, também bombardeou a idéia que chamou de aberração. Ele diz que "o problema é generalizado, não é por setor. É uma aberração e indica um equívoco profundo na formulação de políticas públicas do governo federal".

Bem que as entidades de gestão de pessoas poderiam posicionar-se, não concordam?