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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ruído põe em risco a audição de milhares de brasileiros


Furadeiras, britadeiras, buzinas, entre outros itens muito comuns no cotidiano, aliados a falta de conhecimento das normas do trabalho, da consulta ao médico ocupacional e ao otorrinolaringologista, e o descaso com equipamentos de segurança estão entre as principais causas da surdez ocupacional, um dos mais graves problemas ocasionados em ambientes de trabalho no Brasil.

A perda auditiva induzida por ruído (PAIR), decorrente da exposição prolongada a elevados níveis de pressão sonora, é a mais comum entre os trabalhadores concentrados nas áreas da construção civil, indústrias e no trânsito, com os consequentes barulhos dos motores de ônibus e caminhões, buzinas e o conjunto de ruídos das grandes cidades. Silenciosa no início e com consequências “barulhentas” em longo prazo, a perda auditiva não ganha a mesma atenção que os acidentes de trabalho, mas o que muita gente não sabe é que este problema pode levar a quedas, falta de concentração e outras adversidades.

O otorrinolaringologista Daniel Okada, que atua na área de medicina ocupacional e participa da Campanha Nacional da Saúde Auditiva, da Sociedade Brasileira de Otologia, alerta sobre os problemas que a exposição a ruídos no trabalho pode trazer à saúde. “Além de causar perda auditiva, pode acarretar outros problemas como zumbido, dificuldade de concentração, alterações do sono e perda da capacidade produtiva”, diz Okada.

O médico alerta também sobre os problemas no organismo, que são ainda mais graves. “O ruído pode causar aceleração da frequência cardíaca e respiratória, alteração da pressão arterial, dilatação das pupilas, aumento do tônus muscular e estresse”, explica. A correta utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais) como plugs intra-auriculares ou tipo concha são uma das melhores formas de amenizar a intensidade do barulho no trabalho. Mas, prevenir a PAIR e o barulho excessivo são possíveis com iniciativas e interação entre empregador, trabalhador e profissionais através das seguintes ações:

Empregador: implantar, em sua empresa, Programas de Conservação da Audição (PCA), que fazem o gerenciamento audiométrico, controlam a exposição e protegem o trabalhador individual e coletivamente. Os programas educam e instruem periodicamente todos os envolvidos, desde o trabalhador até o diretor-presidente e monitoram anualmente o desempenho de todas as etapas do próprio programa.

Trabalhador: cumprir rigorosamente todas as normas de segurança; evitar a exposição extra-ocupacional (o ruído social ou uma segunda ocupação), pois as exposições se somam; participar ativamente da implementação do PCA, com colaboração direta, críticas e sugestões; cuidar da própria saúde, evitando outras afecções que prejudiquem sua audição ou que o torne mais predisposto aos efeitos do ruído; colaborar e apoiar colegas de trabalho que já sejam portadores de alguma perda auditiva, no desempenho de suas funções.

Profissionais que atuam na empresa: reivindicar a implantação do PCA, cumprir todas as etapas dos programas de conservação; atualizar-se periodicamente no conhecimento do problema e das implicações normativas e legais; atuar com ética e isenção, em suas ações dentro dos programas, em sadia convivência com outros profissionais envolvidos.

Normas melhoraram relação médica no trabalho

A relação entre medicina do trabalho e Otorrinolaringologia em prol da assistência ao trabalhador melhorou após a implantação das Normas Regulamentadoras NR7 e NR9 do Ministério do Trabalho, que permitiram o diagnóstico precoce e medidas de prevenção. “Estamos vivendo um bom momento no controle da perda auditiva ocupacional, dispomos de informação e de legislação suficientes para administrar com competência os programas de conservação de audição disponíveis. Se alguma perda auditiva ocupacional ocorrer, certamente houve alguma falha na execução do programa”, diz o otorrinolaringologista Everardo Andrade, da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).

Para ele, a maior dificuldade de regulamentação ocorre com as empresas de pequeno porte, que não disponibilizam recursos para executar os programas. De difícil controle, o ruído social, que se soma ao ocupacional, é o problema a ser resolvido, principalmente nos grandes centros urbanos. “O grande problema, hoje, é com o ruído social, que afeta não só os trabalhadores, mas toda a sociedade”, diz.

Mais sobre a PAIR:

- Manifesta-se predominantemente nas frequências de 6, 4 e 3 kHz, e, com agravamento da lesão, estende-se às frequências de 8, 2, 1, 0,5 e 0,25 kHz, as quais levam mais tempo para serem comprometidas;

- Trata-se de uma doença predominantemente coclear, na qual o portador da PAIR relacionada ao trabalho pode apresentar intolerância a sons intensos, zumbidos, além de ter comprometida a inteligibilidade da fala, em prejuízo do processo de comunicação;

- A PAIR relacionada ao trabalho é, principalmente, influenciada por ruídos, tempo de exposição e suscetibilidade individual;

- A PAIR relacionada ao trabalho não torna o ouvido mais sensível a futuras exposições;

- A PAIR relacionada ao trabalho pode ser agravada pela exposição simultânea a outros agentes, como por exemplo produtos químicos e vibrações;

- A PAIR relacionada ao trabalho é uma doença passível de prevenção e pode acarretar ao trabalhador alterações funcionais e psicossociais capazes de comprometer sua qualidade de vida.

O ruído não está presente apenas no ambiente de trabalho. Ele está nas ruas, bares, boates e até mesmo invisível, com o aumento do número de pessoas que utilizam fones de ouvido com celulares, iPods e outros aparelhos eletrônicos em meio ao já insuportável barulho das grandes cidades. Cuidar da audição no trabalho, no cotidiano, e alertar amigos e familiares é preciso. Caso contrário, a PAIR e muitos outros males que não deveriam nem mesmo existir continuarão a afetar e contagiar pessoas. Por muito tempo.

Fonte: Agência Brasileira de Notícias, em 14.05.2009. Publicada na Revista Proteção.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Como manter o benefício de saúde com custo controlado

Muitas empresas tentam assumir um papel mais ativo na gestão da saúde de seus funcionários. Por um lado, conseguem acompanhar mais de perto e entender como funciona o sistema de saúde, e, por outro, se dedicam com uma equipe exclusiva para isso. Mas, a preocupação maior é: como manter a gestão interna do benefício vantajosa para a empresa em tempos de crise?

Isto porque diante do cenário da crise, os custos com os planos médicos só têm aumentado. O que antes não era visto com tanta preocupação pelas operadoras de saúde, hoje já se sente o aumento dos efeitos do uso do benefício.

Segundo a Aon Consulting, com o estouro da crise cresceu em 9,3% o número de exames e em 8,6% o de consultas médicas. Levando-se em consideração apenas os titulares dos planos, a quantidade de consultas aumentou 12,9%. Isto é, o gasto médio mensal por usuário saltou de R$103,42 para R$118,48...

leia o restante da matéria clicando aqui!

Destaque publicado no site www.rhcentral.com.br na área de interesse: Benefícios Diversos.
Leia regularmente os artigos, destaques, How To's e matéria publicadas na revista profissional&negócios nos últimos anos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe A (e não mais Suína) - vamos informar os colaboradores?

o texto é longo, mas penso que quanto maior for a divulgação, melhor trabalharemos a incerteza e os receios da população.


Será que não valeria distribuir a informação também pela sua empresa?

O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória altamente contagiosa que acomete os porcos, causada pelo vírus influenza A, do subtipo H1N1. O microorganismoresponsável pelos casos atuais, no entanto, é uma mutação. Trata-se de um vírus híbrido, que contém material genético de vírus humanos, deaves e de suínos.

Quais os sintomas em humanos?
Os sintomas geralmente são similares ao da gripe comum. Eles surgem subitamente e incluem febre alta (acima de 39º), tosse, letargia, falta de apetite, irritação nos olhos, coriza (nem sempre pronunciada), dor de garganta (nem sempre pronunciada), dor de cabeça intensa, dor nos músculos e nas articulações. Podem ocorrer, também, náusea, vômitos e diarreia.

Qual a diferença em relação aos sintomas da dengue?
Na dengue não há sintomas respiratórios, como coriza e tosse, e as dores no corpo podem ser mais pronunciadas.

Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?
A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves.

A gripe suína pode matar?
A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais idosa, que possui a imunidade comprometida. As mortes em geral ocorrem por uma complicação da gripe, a pneumonia. A doença também pode predispor a infecções por bactérias. A maioria dos mortos da gripe suína tinha entre 25 e 45 anos.

Como ocorre a transmissão?
A doença foi contraída inicialmente por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos. O problema é que essa variante do vírus permite o contágio entre humanos, razão que explica o atual temor. A transmissão ocorre da mesma forma que na gripe comum: por via aérea, por meio de espirros e tosse. Ela pode ser direta (a pessoa inala as partículas que estão no ar) ou indireta (a pessoa toca em objetos que foram contaminados por tosse ou espirro e leva a mão à boca ou aos olhos, trazendo o vírus para dentro do corpo).

É a primeira vez que a gripe suína é registrada em humanos?
Não. A OMS já notificou 12 casos de gripe suína em humanos entre 2005 e fevereiro de 2009 nos EUA e na Espanha.

É possível contrair a doença comendo carne de porco?
Não. A gripe suína não é transmitida por alimentos. O cozimento da carne a 71º C destrói o vírus (para se ter uma ideia, o fogão comumatinge facilmente temperaturas superiores a essa).

Como é feito o diagnóstico?
Uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e enviada ao laboratório.

Como é o tratamento?
O CDC (Centro de Controle de Doenças), nos EUA, recomenda que a doença seja tratada com os medicamentos já usados na gripe aviária: o oseltamivir (Tamiflu) e o zanamivir (Relenza). Eles só podem ser prescritos pelo médico. A automedicação, alertam especialistas, pode fazer com que os remédios tenham efeito diminuído a longo prazo.

Como evitar a doença?
Caso você viaje para regiões em que há casos registrados, como EUA, México ou Canadá, é recomendável usar máscaras cirúrgicas descartáveis em locais de grande circulação de pessoas, evitar aglomerações, evitar o contato direto com pessoas doentes, lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente após tossir ou espirrar, e evitar levar as mãos à boca e aos olhos.

O que fazer se estiver com suspeita da doença?
Em caso de suspeita, é preciso procurar um médico e informá-lo da suspeita, como por exemplo uma recente viagem a um país onde há casos registrados. A OMS recomenda que as pessoas com sintomas não saiam de casa e evitem aglomerações. É necessário repouso e ingestão de líquidos. É recomendado também que a pessoa cubra sua mão e o nariz quando for espirrar e lave as mãos com frequência.

Publicado inicialmente no UOL em 29/04/2009
Fonte: CDC (Centro de Controle de Doenças nos EUA), OMS (OrganizaçãoMundial da Saúde) e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),Gustavo Johanson (infectologista da Universidade Federal de São Paulo)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Saúde - o que pode dar certo.

Assim começa o artigo do Dr. Armênio Soares P. Filho publicado no site http://www.rhcentral.com.br/, área de interesse: Benefício Saúde.

Atribui-se a Albert Einstein a interpretação de duas únicas maneiras de se viver a Vida: “A primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse um milagre”.

A somatória dos nossos hábitos de vida: nossos vícios, a qualidade da nossa alimentação, os exercícios físicos que praticamos e o nível de stress a que somos submetidos são responsáveis por 51% dos fatores determinantes do estado de nossa saúde; outros 31 % são atribuídos aos aspectos biológicos (sexo, idade e características genéticas) e ambientais (condições socioeconômicas e o ambiente que vivemos) e por fim, os restantes 10% são de responsabilidade dos serviços de saúde que nos são oferecidos e que deveriam nos proporcionar prevenção de doenças, promoção da saúde, lazer e nos submeterem aos necessários tratamentos e reabilitações.

Leia mais clicando aqui.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quase proibido fumar... comentário interessante.

Luis Fernando Correia, comentarista do Saúde em Foco da rádio CBN, comentou sobre a questão da proibição do fumo em locais públicos trazendo dados interessantes. Vamos ouví-lo?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Quase proibido fumar... até nos fumódromos!

E agora RH,
qual o plano para os fumantes da empresa?

Ontem a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto de lei que proíbe o fumo em locais fechados e parcialmente fechados, públicos e privados, em todo o Estado de São Paulo. Inclusive os fumódromos (a proibição se estende a ambientes totoal ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados, por parede, divisória, teto ou telhado, não importando se há permanência ou circulação de pessoas). O projeto de autoria de José Serra e aprovado pela Assembléia irá à sanção pelo governador em 15 dias.

Exemplos de locais proibidos: Ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer e de esportes, bares, casas noturnas, áreas comuns de condomínios, hotéis, bancos, mercados, ônibus, táxis, carros de polícia.

Excessões: locais de culto religioso em que o fumo faz parte do ritual, residências, vias públicas e instituições para tratamento de saúde que tenham pacientes com autorização do médico para fumar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Elaine Aere, entrevista bacana na p&n

A revista profissional&negócios deste mês entrevista Elaine Aere, diretora de recursos humanos da Accor Services. O pensamento da Elaine exposto no trecho da entrevista que vou reproduzir coincide em gênero, número e grau com a bandeira que a nossa Editora agita junto à comunidade de recursos humanos. É com relação a atenção especial a ser dada à área da SAÚDE CORPORATIVA. Veja abaixo o trecho:

p&n - Qual dos programas de RH da Accor demandam esforço maior para vocês do RH?

Elaine - O programa focado na área da saúde é o mais trabalhoso e o mais importante, pois mexe com atitude e comportamento. E para mexer com atitude e comportamento é preciso ter poder de convencimento, ou seja, o funcionário tem que se convencer de que se ele fizer aquilo vai ser melhor para ele e, é claro, que, por tabela, a empresa se beneficia também. Nós temos, por exemplo, informações nutricionais; temos também um psicólogo, um médico do trabalho que fica na empresa e cuida das pessoas que têm doenças crônicas, por exemplo, e fazemos minichecapes com todos os colaboradores, em que encontramos pessoas com problemas sérios de diabetes, pressão alta, colesterol, e que não tinham a menor idéia de tudo isso.

p&n - Você disse que esse programa de saúde é um processo que demanda poder de convencimento. E convencer é uma questão de comunicação. Como se dá, então, o trabalho de comunicação do RH na empresa?

Elaine - Nós usamos 'n' meios de comunicação dentro da empresa, tanto os mais tradicionais, como e-mails, o nosso jornal interno chamado "Comunica Ticket" e intranet, até alguns programas específicos, como um que denominamos "PAREDÃO", em que o gestor tem 15 minutos para comunicar tudo o que precisa e só pode usar cinco slides para isso. Esse projeto é uma forma de garantir que a comunicação atinja todos os funcionários, porque às vezes você faz um e-mail ou coloca no jornal e a informação não chega. Se a pessoa está com dúvida, a gente não deixa o bochicho continuar, coloca o assunto na "parede" e faz uma projeção. Não precisa ter sala especial e o importante é fazer fluir comunicação e as pessoas terem informações vindas de fontes seguras...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mulher e Alcoolismo

Veja uma matéria legal veiculada no programa jornalístico Hoje em Dia.

Mulheres executivas e alcoolismo

Impressionante o resultado do levantamento da Secretária de Estado da Saúde de SP: entre 2.006 e 2.008, cresceu em 28,8% os atendimentos de mulheres que, em geral, têm diploma universitário, trabalham em um bom emprego e renda familiar mensal superior a 15 salários mínimos. E o curioso é que, embora tenham condição de buscar auxílio em clínicas particulares, utilizam o serviço público (SUS - Sistema Único de Saúde), quem sabe pelo receio da exposição, em suas faixas sociais, da situação pela qual estão passando.

Mônica Zilberman, especialista da Universidade de São Paulo em alcoolismo feminino, acredita nisso. Comenta que a procura na rede pública é pela vergonha de recorrer ao médico particular e ter de assumir para a família que tem o problema. "É como se o serviço público preservasse a privacidade delas".

Tendo em vista que não existe ainda um levantamento amplo sobre o assunto, imaginem se forem incluídos os números de atendimentos nas clínicas particulares...

Você, RH, pode ajudar! e muito!

Procure difundir junto aos colaboradores - via jornais internos, intranet, etc - textos e alertas sobre a questão do alcoolismo.

Busque algum programa que o ajude a detectar executivos(as) com sinais de dependência química. Converse com o médico da empresa ou veja se o plano médico tem algum tipo de programa específico.