segunda-feira, 9 de março de 2009

Um dos personagens mais famosos do País, Rui Barbosa (1849/1923), baiano, jurista e jornalista, defensor das liberdades civis é o nosso inspirador de hoje.

Trecho célebre do dicurso feito no Senado Federal em 17/12/1914 quando requereu informações sobre o Caso Satélite II e esbravejava sobre a falta de justiça dos senadores, dizia assim:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Neste início de semana, desejo propor uma reflexão inspirada no trecho acima, acerca das "malandragens", pequenas e grandes falcatruas que acontecem no mundo corporativo. Falamos tanto sobre os infindáveis casos envolvendo os políticos de todas as esferas - a propósito, não cansaremos nunca de lutar contra esta odiosa marca cultural nacional, certo? que esquecemos com compactuamos muitas vezes com trapaças cometidas em nosso "mundinho corporativo". Ora, vamos começar a limpar o lixo que nos envolve e rodeia, buscando - como gestores de pessoas que somos - formas de eliminar aqueles que ou vivem para tirar e aproveitar-se do que não lhe pertence.

Na sua empresa existe alguma forma, algum processo que possibilite denunciar casos de corrupção, de roubos de qualquer tipo cometido por colaboradores? Qual a política da direção quando casos dentro da companhia são conhecidos? Porquê varrer estes casos para debaixo do tapete? Sei que são inúmeras as razões para isso, mas não podemos fazer nada?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Insanidade

Frases de efeito para uso em cartas comerciais, e-mails, treinamentos, bilhetes amorosos e quetais.
Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes!
Albert Einstein
Insanidade é a exceção em indivíduos, mas a regra em grupos.
Friedrich Wilhelm Nietzche
Só não mencionei uso em blogs: que insano!

Dia das mulheres - 8 de março

Homenagem do blog "erreagá no ar" a todas as mulheres da nossa vida!
Muito obrigado!

Albert Einstein e a gestão de pessoas

Estive recentemente com Miriam Branco, diretora executiva de RH do famoso hospital para fazer a entrega do troféu Top of Mind2008, ganho na categoria Promoção de Saúde. Ela não pode comparecer à festa de premiação, pois exatamente naquele dia e hora ocorreu uma manifestação da PM de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes e foi na porta do Einsten que o clima estava mais "quente" entre os manifestantes. Ao conhecer - ainda que rapidamente - o funcionamento da área de RH e como ela e equipe conduzem a gestão junto aos diversos níveis de colaboradores, do pessoal operacional de limpeza aos PHD's da área médica, fiquei impressionado.

Com uma equipe muito enxuta, 35 pessoas dão conta de quase 7 mil colaboradores, os programas que usam, naturalmente, são de ponta e o pessoal tem um astral excelente (vide foto de uma boa parte do time de RH na seção Caras do RH da revista profissional&negócios de março). Esse grupo está de parabéns! É realmente RH que faz....

Misticismo Corporativo

A nota foi publicada na edição de março da Revista profissional&negócios e diz o seguinte:

Empresa limita a contratação a pessoas de apenas cinco signos astrológicos

"É fato que fatores como a personalidade e o humor das pessoas influencia muito o desempenho dentro do ambiente corporativo. Foi pensando nisso que uma empresa de seguros da Áustria colocou um anúncio de vaga em um jornal com a exigência: “Procuramos pessoas a partir dos 20 anos para um trabalho de vendas com os seguintes signos astrológicos: capricórnio, touro, aquário, áries ou leão”. Segundo um porta voz da companhia, a estatística da empresa confirma que os melhores empregados são desses signos."
Bem, você conhece alguma empresa no Brasil que use algo semelhante? se conhece, escreva para o blog.
E qual a sua opinião? esta empresa austríaca radicalizou no misticismo ou está usando apenas o bom senso, na medida em que sua estatística demonstrou o perfil astrológico mais indicado para aquela função? Você adotaria o mesmo processo em sua empresa? Escreva para nós.

terça-feira, 3 de março de 2009

Agência de Publicidade faz acordo curioso com demitidos

Muito interessante a forma encontrada pela agência americana para amenizar a transição dos colaboradores desligados. Vejam esta notícia, publicada hoje (03.03.2009) no site do Meio & Mensagem:

A norte-americana Martin Agency adotou uma iniciativa interessante para facilitar a contratação de 24 ex-funcionários por outras empresas

A Martin Agency, de Nova York, é uma das muitas que cortou funcionários neste início de ano mas, ao menos, está tentando reduzir os efeitos disso. Quando a agência demitiu 5% de sua força de trabalho na semana passada, por causa da redução de verba de clientes, cada um dos 24 empregados afetados recebeu a seguinte oferta: a Martin Agency pagaria metade do primeiro salário das pessoas quando elas forem contratadas por uma nova empresa. O acordo pagará, no máximo, US$ 4 mil na ocasião. Isso representa um compromisso assumido que pode chegar a até US$ 100 mil - o que não é exatamente pouco para as agências neste período. "Estamos tentando pensar criativamente sobre como fazer os empregados que deixamos ir serem empregados por uma outra empresa", informa a sócia e diretora de recursos humanos Beth Rilee-Kelley. Os cortes da Martin Agency foram os primeiros desde 2006 e afetaram pessoas na matriz em Richmond e no escritório de Nova York. E eles ocorreram apesar da agência - que esteve entre as 10 melhores na Lista A da publicidade norte-americana em 2008 - ter tido seu melhor ano em 43 anos de história. A empresa, que tem como maior cliente o Walmart, alega que houve queda na projeção de investimentos dos anunciantes informadas nas últimas seis a oito semanas.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Crise faz novo presidente do TST temer colapso na Justiça do Trabalho

Precisamos repercutir ao máximo notícias que tratem da necessária mudança da legislação trabalhista. Este tema, em função da sua importância no cenário econômico nacional - sua atualização com certeza seria um alavancador poderoso na retomada dos negócios neste ambiente de crise - e pelo que representa junto aos trabalhadores, deveria ser agenda obrigatória de debates dos profissionais de RH, principalmente das entidades que os representam. Enquanto isso não acontece, ejam o que pensa o novo presidente do TST em notícia distribuída hoje, pela Agência Brasil, ao tomar posse como novo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o ministro Milton de Moura França, 67, que comandará a Justiça do Trabalho diante do que classificou como o período mais crítico das relações trabalhistas no país desde a estabilização econômica dos anos 1990.

Somente nos últimos meses de dezembro e janeiro, o Ministério do Trabalho e Emprego registrou um saldo de mais de 750 mil postos de trabalho fechados. No cenário de crise, o risco é que aumentem os contenciosos entre capital e força de trabalho e cresça o número de disputas judiciais, que acabam no TST.

“Não temos como trabalhar mais. Já estamos no limite do suportável”, alertou o novo presidente do Tribunal, que teme “uma avalanche de processos”. “A Justiça está abarrotada de processos, não há como dar vazão a esse número imenso”, reclamou.

A receita prescrita pelo novo presidente do TST para que toda a Justiça Trabalhista não fique tão congestionada é que haja mais solução extrajudicial, como acordos coletivos e arbitragens entre patrões e empregados.

Em sua ótica, os problemas contratuais decorrentes da crise devem ser resolvidos por meio de negociação coletiva antes de se tornarem processos judiciais. “Eu vou dar prioridade para a negociação coletiva”, anunciou.

“O desemprego é a pior coisa que pode acontecer para o empregado. Tenho certeza de que as entidades sindicais são sensíveis a isto, basta sentar à mesa e negociar”, disse Moura França, que defende o diálogo entre as entidades patronais e de trabalhadores mas, sobretudo, a negociação direta entre sindicatos e empresas.

Moura França defendeu que, além da negociação coletiva, o governo e o Congresso Nacional criem legislação provisória para evitar demissões. “Não está se propondo redução ou eliminação de direitos”, esclareceu. Ele mesmo, no entanto, questionou: “Será que a rigidez que nós pretendemos, que existe na legislação, é compatível com essa realidade? No meu modo de entender, acho que temos que encontrar soluções que amenizem o problema, com a preservação do emprego, ainda que temporariamente”.

As saídas previstas pelo ministro para enfrentar a crise e problemas estruturais passam pelo caminho das reformas – especialmente a tributária, além da trabalhista e sindical, há mais de dez anos em discussão.

Moura França crê que o corte de impostos possibilite a manutenção de postos de trabalho. “Compete aos Poderes Executivo e Legislativo uma legislação de emergência que possa desonerar a folha de pagamento para que seja mantido o emprego”, defendeu.

Na visão de Moura França, é possível que a reforma tributária tenha “como contrapartida a estabilidade dos postos de trabalho, a formalização das ocupações e a melhoria da renda assalariada”.

“Se a folha de pagamento, e essa é a grande briga dos empresários, é pesada, por que não retirar uma parte desses encargos e transferir para outros segmentos produtivos ou de consumo?”, perguntou o ministro, acreditando que União, estados e municípios possam abrir mão de parte da arrecadação e reorganizar os tributos. “O Estado existe para buscar a felicidade dos que vivem nesta terra”, concluiu o ministro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Médicos sem Fronteira

Tive a oportunidade de conhecer recentemente uma exposição do trabalho desta organização na Praça da Sé em São Paulo e fiquei pensando em quantos profissionais que estão desligados de empresas poderiam dedicar um tempo para um trabalho voluntário que realmente faz a diferença. Claro que muita gente tem questões familiares a considerar, escolares, de saúde, etc. que é impeditivo para um deslocamento da onde mora por um período, porém, sem dúvida nenhuma, deve existir um outro grupo de pessoas com disponibilidade para tal e que poderiam analisar uma alternativa. Se você estiver neste grupo com possibilidade para um "sabático humanitário" vai aí a dica do site do Médicos sem Fronteira e os critérios para seleção de voluntários: http://www.msf.org.br/mhome.asp

Os critérios gerais de seleção são os seguintes:

- motivação pelo trabalho humanitário;
- qualificação profissional em sua área de atuação;
- experiência profissional comprovada;
- disponibilidade e vontade de trabalhar fora do Brasil, por pelo menos 12 meses;
- ótimos conhecimentos em francês e/ou em inglês;
- conhecimentos em informática;
- flexibilidade, adaptabilidade, sociabilidade, facilidade e interesse por trabalhar em equipe;
- capacidade de lidar com grande carga de trabalho e de trabalhar em condições por vezes difíceis;
- estar em boas condições de saúde física e psíquica.

Outros critérios desejáveis são os seguintes:
- experiência de trabalho em regiões remotas e/ou com poucos recursos;
- experiências de viagens pelo interior do Brasil e/ou por outros países em desenvolvimento;
- conhecimento de outras línguas estrangeiras.

Se você preenche estes critérios básicos, neste momento MSF está recrutando os seguintes profissionais brasileiros:- anestesiologistas- cirurgiões- enfermeiros - enfermeiros com especialização em obstetrícia- farmacêuticos - ginecologistas/obstetras - médicos de família e comunidade- médicos generalistas- médicos generalistas com experiência em HIV, Tuberculose, médicos infectologistas- pediatras - profissionais de logística - outros profissionais

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MWM e a crise

Ainda comentando sobre o posicionamento das empresas quanto a crise, a MWM Internacional que atua num dos setores mais atingidos (motores de carros, ônibus e tratores) apresenta uma postura equilibrada com relação à gestão do seu pessoal: negociaram uma redução temporária da jornada de trabalho (20%) e dos salários (17,5%). O presidente da companhia no Brasil, Waldey Sanchez, esteve pessoalmente à frente das discussões e negociações com os colaboradores. No cenário em que trabalham, esta redução iria até o bimestre abril/maio quando vislubram a retomada gradual dos negócios. Usam umas das máximas de Henri Ford: "o objetivo é manter todos os funcionários, pois, um desempregado é uma pessoa a menos para consumir e uma a mais para alimentar a crise". Parabéns!

Assim eles enfrentam a crise

Interessante a leitura da matéria de capa da Revista Exame de 11/02/2009, que nos informa como 170 presidentes de grandes empresas brasileiras estão liderando suas companhias nestes momentos turbulentos.

A matéria inicia contando como o principal executivo da GE, corporação que cresceu em média 30% ao ano desde 2.004, e que teve em 2.008 o melhor ano da sua história no Brasil faturando 3,4 bilhões de dólares - 46% mais que em 2.007, mudou sua conduta de "estrategista de grandes tacadas" para "administrador tático", olhando o presente com atenção às minúcias...

O que signfica isto, trocando em miúdos, ou em minúcias? A companhia que tanto cresceu no período de 4 anos, batendo recorde em cima de recorde, após quatro meses de iniciada a crise resolve que 170 funcionários de um braço financeiro eram totalmente dispensáveis. E o executivo diz que o "ajuste foi uma das medidas necessárias para que seus planos de crescimento de 10% em 2.009 tenham alguma chance de se tornar realidade".

E a matéria por aí vai, inclusive apresentando alguns resultados de uma pequena pesquisa feita com os presidentes. Na pergunta "Houve Cortes em Investimentos?", 99 presidentes disseram que sim e destes, 23 grandes líderes visionários informaram que já cortaram funcionários. Ou seja, mal começou uma crise que ainda não mostrou toda a sua dimensão, funcionários são descartados com uma velocidade e impiedade que impressiona.

E nos coloca uma reflexão sobre a área de Recursos Humanos: quão preparados estão os líderes do RH para defender a prioridade máxima dos empregos dentro da corporação?

Eu soube do caso de uma metalúrgica no interior paulista que precisou parar por uma semana por falta de pedidos e o que fez? ao invés do recurso da demissão, pois seu cenário é de redução efetiva de pedidos neste momento, optou por colocar todo o quadro em treinamento = uma semana de palestras e outras atividades que buscavam o melhor preparo do seu quadro.

No caso da mega corporação GE, será que a empresa estão tão mal das pernas (ou será que é o RH mal das pernas) que não consegue segurar e remanejar para alguma outra área ou unidade os 170 funcionários???demissão era a única alternativa possível?

Para refletir o papel do líder de recursos humanos dentro da corporação e sua real influência no board diretivo ou junto ao seu chefe, se não tiver assento no board.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Telepresença? Tecnologia a nosso serviço

Li recentemente sobre uma empresa que implanta um sistema que é uma evolução da videoconferência e que propõe aumentar a produtividade e reduzir custos da realização de reuniões que envolvem profissionais lotados em diferentes locais. É um sistema que combina tecnologia da informação e cenário utilizando uma conexão de internet de alta capacidade (já disponível no país). Ligam-se salas que possuem a mesma iluminação, paredes, carpete e móveis dando a nítida sensação que todos estão no mesmo local. As pessoas se veem em telas grandes de alta definição e som Dolby que faz com que o som venha da direção correta. Quem já participou de reuniões com este recurso elogiou o resultado. Para conferir....

O que esperar do RH de uma empresa

Com intuíto de estimular pequenos e médios empresários a pensarem na implantação de uma ação organizada na gestão dos seus recursos humanos, o Caderno de Empregos do Estadão, 08/02/2009, listou alguns itens da atividade na empresa. Vale a pena reproduzir neste espaço:

. Conhecer os valores, diferenciais, competências estratégicas e objetivos da organização,
. Alinhar a atuação do RH e dos colaboradores com os objetivos da empresa,
. Comunicar diretamente e também por meio dos gestores,
. Criar políticas de remuneração de forma a incentivar os funcionários,
. Contratar e promover colaboradores de acordo com o perfil do cargo e seu desempenho,
. Priorizar a participação dos colaboradores com bom desempenho nos processos de vagas,
. Conhecer os profissionais e suas qualificações para obter melhores resultados de sua atuação e da empresa como um todo,
. Criar condições de manutenção dos talentos da organização,
. Implementar um programa de gestão por competências, determinando as ações e comportamentos esperados dos colaboradores,
. Promover a integração das áreas e transformar a empresa numa equipe coesa,
. Ter a descrição atualizada de cada cargo, com o perfil das qualificações requeridas para a função,
. Preparar os gestores para administrar suas áreas agindo como líderes, motivando e apoiando os colaboradores,
. Avaliar periodicamente o desempenho das competências dos colaboradores com feedback constante da atuação deles,
. Estabelecer um plano de desenvolvimento para cada colaborador, visando desenvolver as qualificações e competências esperadas pelo cargo e aprimorar seu desempenho.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O que os gurus corporativos e a dengue têm em comum!

Achei este texto do Chapira interessante para uma reflexão mais do que oportuna:
Conto um caso que aconteceu há uns trinta anos. Pleno ‘milagre brasileiro’, plena ditadura. Meu professor ainda não sabia que ia ser morto em alguns meses (Vladimir Herzog). Eu trabalhava num banco que – pasmem! – ainda existe. Escrevia jornais internos, material promocional e etecéteras.

Meu chefe (gestor, então, era chamado de chefe mesmo) tinha um fusca. Explicação: ‘fusca’ é o apelido carinhoso que se dava ao sedã Volkswagen, que já foi o carro mais vendido do Brasil.

O fato é que o fusca era um carro extremamente resistente, fácil de usar e de manutenção baratíssima: grande por fora e pequeno por dentro, porque nada é perfeito.

Tendo subido na vida e na carreira, o citado chefe resolveu trocar de carro. Ia vender o fusca para comprar um Chevette – outro dinossauro que também já saiu de linha, mas foi um sonho de consumo e tanto.

Pois não é que o fusca, antes intrépido e impávido colosso em todas as trilhas e tramas por onde nos enfiávamos na noite e nos litorais paulistanos resolveu ‘embaçar’?

Na mesma semana furou pneus 2 vezes, ‘arriou’ a bateria e, ainda por cima, entupiu o carburador em plena Avenida Paulista (Nota do Autor: ‘carburador’ é o que fazia os carros andarem antes da ‘injeção eletrônica’).

A conclusão do Cláudio, meu chefe, foi definitiva: “O fusca está magoado porque sabe que vou vendê-lo.”.

“Ora”, dissemos, “isso acontece apenas porque, ao resolver vender o carro, você relaxou com a manutenção. De qualquer forma, ele já está mesmo bem ‘rodado’ e na hora de começar a dar problemas.”.

“De jeito nenhum”, respondeu categórico o chefe: “Sei que há uma explicação racional e sem graça para o que está acontecendo, mas a minha explicação mágica para o carro quebrado é muito melhor!”

E assim foi. Nunca mais discutimos sobre a possibilidade ou impossibilidade de um monte de lata, vidro e borracha ser capaz ou não de expressar sentimentos, ou mais: de prever o futuro...

Lembro esse caso para de novo apontar a importância da consideração de fatos & dados no exercício da liderança. Não a frieza burocrática de quem só vê números, mas a riqueza dos fatos & dados que estão o tempo todo apontando verdades na cara de gestores cegos por preferir seguir seus ‘feelings’ e crenças.

É gracioso, mas irreal achar que um carro quebrou porque ‘está sentido’ ao invés de ser porque está muito usado.

Assim como também pode ser pouco produtivo para uma decisão preferir a astrologia, numerologia, quiromancia, cristais, florais e outros anais à simples informação disponível, bastando que ouça seus subordinados...

Há explicações absolutamente prosaicas para coisas que se supõem só alcançáveis por saberes esotéricos, extraterrestres ou, no mínimo, à custa de se tomar drogas igualmente obscuras ou clandestinas.

Explicações simples derivam do bom e velho método da ciência, ou mesmo da mera observação empírica reforçada por anos de experiência. Deveria dizer do novo método da ciência, já que ele, na versão atual, tem só uns poucos séculos de existência.

É claro que isso é muito mais sem graça que seguir qualquer guru da moda.

Especialmente no campo corporativo, onde essa praga parece ser tão prolífica como o aedes aegypti: o tal mosquito da dengue que, aliás, vai muito bem obrigado por ainda haver autoridades que acreditam mais em quem “está do lado certo” que em medidas simples de profilaxia. (Nelson Chapira é profissional de Recursos Humanos e diretor da AAPSA)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Você é um profissional Bom, Bonzinho ou Ruim ?

Todas as manhãs por volta das 7:50 ouço na rádio CBN o escritor e comentarista Max Gehringer em seu programa Mundo Corporativo.

São apresentados vários conselhos sobre carreira, comportamento e liderança, que no meu ponto de vista potencializam nossos conhecimentos para nos tornamos melhores profissionais.

Um comentário específico ( que também está em seu livro “O melhor de Max Gehringer na CBN“ ), me chamou atenção. Gehringer classificou os funcionários em três tipos, sendo os bons, os bonzinhos e os ruins.

Ele menciona que os funcionários RUINS, cedo ou tarde são postos para fora da empresa, pois é muito evidente sua falta de produtividade. Os BONS são promovidos. Mas os BONZINHOS não deslancham apesar da sua simpatia, competência e de ser apreciado pelo chefe. Max enfatiza que o BONZINHO não é agressivo, não mostra espírito de liderança, isto é não faz a diferença na organização.

Para quem está em dúvida se é BOM ou BONZINHO, o autor descreve cinco característica do profissional BONZINHO:

1. O BONZINHO é ouvinte, numa reunião evita dar palpite e está sempre fazendo aquele gesto positivo com a cabeça.

2. O BONZINHO concorda com tudo, principalmente com aquilo que não concorda. Sempre acha que é melhor não arrumar confusão e conversar depois, com mais calma.

3. O BONZINHO não desafia ninguém, não gosta de discórdia. Para ele o empate é o melhor resultado.

4. O BONZINHO nunca desabafa. Mesmo quando está uma arara, ele continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping.

5. O BONZINHO detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar um dragão e virar o herói da empresa, o BONZINHO prefere sentar e ficar esperando o dragão morrer de velho.

Se você se identificou mais com o BOM - Legal .... Mas se você se identificou com o BONZINHO - Legal também, pois talvez, você acaba de perceber que é necessário mudar.

Acredito que Max Gehringer objetiva conscientizar os BONZINHOS de que com estas atitudes, não conquistarão patamares mais elevados na organização, isto é, ficarão a mercê de seus gestores. O BONZINHO não tem as rédeas do sucesso profissional em suas mãos. E conhecendo estes comportamentos limitantes você poderá iniciar um processo de auto-administração, buscando comportamentos dos profissionais de sucesso, isto é daqueles que se destacam.

Antes de entrar para a próxima reunião e ficar concordando com tudo que falam, prepare-se e estude sobre o assunto. Você estará mais confiante para contrapor outras opiniões e contribuir na busca de resultados

Da próxima vez que um desafio aparecer a sua frente, agarre a oportunidade de sobressair, lidere o projeto, encare as dificuldades, faça parcerias para desenvolvê-lo e contribua ferozmente com os objetivos da organização.

Desafiar, ousar, inovar e até mesmo contestar, são verbos utilizados pelos BONS, e com estas atitudes de um verdadeiro líder, não tenha dúvidas, que você conquistará pontos importantes para uma próxima promoção.

Fonte: Ricardo Piovan (ricardo.piovan@portalfox.com.br), Palestrante e Consultor Organizacional

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

As sete verdades do Bambu

Slides motivacionais com o bambu como personagem central:

As Sete Verdades Do Bambu
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Vídeo Mario Sergio Cortella - tubo de pasta de dente

Pessoal, este vídeo vale a pena.... do nosso colega Mario Sergio Cortella:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ainda sobre o PIB

Colegas,

Estou reproduzindo em nosso blog informações do FMI e da ONU sobre projeções de crescimento do Brasil em 2.009 a fim de criar um contra ponto sobre o que diz o governo brasileiro (o tal da marolinha... vocês sabem, né?) sobre o mesmo assunto. Outros dados que sejam relevantes para compormos um cenário serão aqui publicados, venham da onde vier.

PIB do Brasil pode crescer só 0,5% em 2009 em cenário pessimista, diz ONU

Notícia econômica? Sim, erreagá também tem que estar antenado, afinal políticas de pessoal são diretamente impactadas pelas políticas econômicas, não concorda? então, aí vai a matéria publicada no UOL em 01/12/2008 (http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/12/01/ult2283u1454.jhtm)na qual há uma opinião diferente da projeção do FMI (matéria reproduzida anterirmente em nosso blog):

A economia brasileira pode crescer somente 0,5% no próximo ano em um cenário pessimista para a economia mundial, segundo aponta um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira em Doha, no Catar.

Num cenário otimista, o crescimento brasileiro seria de 3% em 2009, segundo o relatório. Na semana passada, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, reviu a previsão de crescimento da economia brasileira para o ano que vem de 6% para 4%.

A ONU adverte que a economia mundial pode enfrentar sua pior queda desde a Grande Depressão dos anos 1930, com uma contração de 0,4% no PIB mundial em 2009 dentro do cenário mais pessimista.

A previsão da ONU para o cenário pessimista contrasta com a do Fundo Monetário Internacional, que ainda prevê um crescimento global no próximo ano, apesar de uma contração prevista nas principais economias desenvolvidas.

O cenário pessimista traçado pela ONU prevê a manutenção da turbulência nos mercados financeiros mundiais e um declínio ainda maior na concessão de empréstimos nos países desenvolvidos, além de uma crise de confiança prolongada na economia global.

As previsões do relatório também se baseiam em dois outros cenários. No cenário básico, os mercados financeiros voltem à normalidade em um prazo de até nove meses e os países desenvolvidos anunciem novos pacotes de estímulo à economia.

No cenário otimista, além das condições descritas no cenário básico haveria também uma coordenação na aplicação de pacotes de estímulo econômico de entre 1,5% e 2% do PIB e novos cortes de taxas de juros.

Previsões
No cenário básico, a economia mundial teria um crescimento de 1% no ano que vem, segundo o relatório, e de 1,6% no cenário otimista.

Em 2007, a economia mundial teve um crescimento de 3,8%, enquanto a previsão para 2008 é de um crescimento de 2,5%.

O relatório da ONU prevê ainda que no cenário pessimista as economias dos países desenvolvidos podem cair 1,5% no ano que vem, com uma queda de 1,9% no PIB dos Estados Unidos, 1,5% na zona do euro e 0,6% no Japão.

No cenário otimista, a ONU prevê um crescimento de 0,2% nas economias desenvolvidas em 2009, apesar de uma queda de 0,5% no PIB americano. Neste cenário, a zona do euro teria um crescimento de 0,3%, e o Japão, de 0,5%.

Por outro lado, as economias dos países em desenvolvimento teriam um crescimento entre 2,7%, no cenário pessimista, e de 5,1% no cenário otimista.

A previsão de crescimento para a China no ano que vem é de entre 7% no cenário pessimista e 8,9% no cenário otimista, enquanto a Índia poderia crescer entre 4,7% e 7,5%.

Impacto
Segundo o relatório, as economias desenvolvidas foram as responsáveis pela desaceleração econômica, mas a natureza global do comércio e dos mercados financeiros significam que os problemas econômicos contaminaram rapidamente os países em desenvolvimento, contrariando a tese do "descolamento" das economias desenvolvidas e em desenvolvimento.

O documento adverte ainda que a comunidade internacional ignorou o impacto da crise financeira global sobre os países mais pobres, que agora enfrentam custos mais altos para o crédito e um menor crescimento das exportações.

Rob Vos, economista-chefe do secretariado da ONU e co-autor do relatório, disse à BBC que o cenário pessimista traçado pelo documento é bem possível, a não ser que os mercados financeiros se acalmem e que o nível de crédito retorne aos níveis normais.

"Dia a dia estamos chegando mais próximos do cenário pessimista", afirmou.
Ele lembrou que a última contração da economia mundial ocorreu nos anos 1930, com o impacto da Grande Depressão.

O relatório da ONU com suas previsões econômicas, normalmente publicado em janeiro, foi antecipado neste ano para coincidir com a Conferência da ONU sobre Financiamento e Desenvolvimento, que termina nesta terça-feira em Doha.

PIB brasileiro com projeção de crescimento de 3,5% pelo FMI

Brasil

Em meio à maior crise financeira mundial desde a década de 1930, o FMI revisou em baixa a previsão para o crescimento do Brasil em 2009, mas, ainda assim, a expansão brasileira deve superar o ritmo da economia mundial. Para 2009, o FMI prevê desaceleração do crescimento do PIB do Brasil para 3,5%, em comparação com a projeção anterior de 4%, feita em julho. Ainda assim, o Brasil deve seguir crescendo mais que a economia mundial, uma vez que o Fundo projeta PIB global em 3% em 2009.

Em relação a 2008, o FMI elevou a projeção de crescimento da economia brasileira para 5,2% em 2008, ante 4,9% projetados na revisão divulgada pelo FMI em julho. O número, no entanto, permanece abaixo de 5,4% registrado pelo País em 2007. Segundo dados do relatório WEO, o nível do PIB brasileiro ficará bem acima do crescimento projetado pelo FMI para a economia mundial este ano 2008, de 3,9%.

A revisão para cima do PIB brasileiro em 2008 vai na contramão do rebaixamento das projeções de crescimento de grande parte das economias mundiais nesta divulgação do WEO, durante o Encontro Anual do FMI, em Washington.

Fonte: Estadão On Line, título da matéria: FMI rebaixa previsão do PIB mundial em 2009 para 3%, publicado em 8 de outubro de 2.008(http://www.estadao.com.br/economia/not_eco256106,0.htm)

Demissão de marido de grávida

Bom dia,

A Comissão de Justiça da Câmara aprovou na semana passada projeto de lei, de autoria de Arlindo Chinaglia (PT-SP), que estende ao pai da criança benefício de estabilidade que hoje alcança a mãe trabalhadora. "O trabalhador que tiver esposa ou companheira grávida não poderá ser demitido de forma arbitrária ou sem justa causa, no prazo de um ano, contado a partir da concepção presumida. A comprovação da gravidez tem de ser feita por um médico vinculado ao SUS e o empregador que demitir o funcionário nessa situação levará multa equivalente a 18 meses da remuneração do empregado". (fonte O Estado de S.Paulo).

As centrais de trabalhadores CUT, Força Sindical, UGT dizem que é uma bandeira histórica da luta sindical que, pelo projeto, vê-se atendida. Estranho não se ver uma linha do que pensam as Centrais Patronais... interessante que a conta será integralmente paga pelo empregador e eles não comentam nada, que falta de participação, não? Qual a razão desta posição?

Penso que é justo buscar uma maior participação/segurança do pai nos primeiros meses de vida dos seus filhos – porém, esta conta deveria ser paga apenas pelo empregador? O governo não deveria entrar com sua cota? Tendo em vista que nossa carga fiscal é cavalar, o governo não poderia incentivar fiscalmente as empresas neste momento?

Erreagá, qual a sua opinião? Pró trabalhador, pró empregador ou....