terça-feira, 17 de março de 2009

ABRH-SP apresenta dados de pesquisa

O Jornal de Recursos Humanos da ABRH-SP que será publicado no Caderno de Empregos do Estadão no próximo domingo, dia 22 de março, apresentará dados obtidos a partir de uma pesquisa aplicada aos participantes do Fórum Crise Econômica & Relações Trabalhistas, realizado no dia 10 de março.

Entre as questões respondidas pelos RH's participantes do evento, quero comentar o resultado de duas. A primeira, cuja pergunta foi:

Na sua opinião, o preparo dos profissionais de recursos humanos para lidar com os efeitos da crise econômica sobre as relações de trabalho, o resultado foi o seguinte:
1.) Mínimo: 4,1%
2.) Pequeno: 44,9%
3.) Razoável: 44,9% e
4.) Grande: 6,1%

Realmente, é alarmante saber que - naquele grupo de profissionais respondentes - 93,9% acredita que os colegas tem um preparo do razoável para baixo.... Uma pergunta: com toda essa história de RH estratégico e antenadíssimo com a realidade empresarial, não era para termos um percentual um "pouquinho" maior de profissionais com grande preparo? 6,1%? porca miseria....

A segunda, cuja pergunta foi:
Na sua opinião, o preparo da Liderança de sua Empresa para lidar com os efeitos da crise econômica sobre as relações de trabalho, o resultado foi o seguinte:
1.) Mínimo: 14,3%
2.) Pequeno: 55,1%
3.) Razoável: 24,5%
4.) Grande: 6,1%

Aqui a coisa também está feia... não vou fazer conta, você mesmo que conclua.
Bem, por outro olhar - como "acionista" da ONG Otimistas Incorrigíveis S/A - vimos aqui uma ótima oportunidade para formar rh's e lideranças no tema "como trabalhar a gestão de pessoas em cenários econômicos instáveis"....

O Desafio de Empreender


Hoje conversei com João Marcos Varella, psicólogo, profissional de gestão de pessoas e consultor atuando na DBM há muito tempo, sobre seu livro O DESAFIO DE EMPREENDER, Coaching para criar e gerir um negócio. Eu, como bom empreteco*, gedista** e empreendedor, tenho profundo interesse pelo tema e pelas influências que a gestão de pessoas tem sobre o resultado de um negócio/empreendimento comercial, de qualquer segmento da atividade econômica, daí a razão de buscar títulos sobre o tema. Bem, o João tem credenciais sólidas para escrever sobre o assunto, pois:

1.) Seu avô e pai foram empreendedores e ele respirou esse assunto desde que pequenino,

2.) Quando adulto ele também tornou-se empreendedor, na qualidade de investidor e participou de inúmeros projetos comerciais,

3.) É psicólogo, observador nato do comportamento humano,

4.) Na qualidade de consultor, vivencia as agruras de quem tem que decidir se deve deixar o conforto (aparente?) de um emprego para lançar-se no mundo incerto do negócio próprio.


Além disto tudo, é um perfeccionista: estudou técnica de produção de roteiro para poder utilizar uma linguagem que fosse amigável ao extremo para o leitor, que pudesse transmitir os conceitos de forma leve, mas consistente. Ainda não li o livro - o farei no próximo final de semana - mas quem o leu garante que ele acertou no alvo (Dr. Volnei Tadeu Ferreira, VP jurídico da ABRH-SP, por exemplo). Taí a dica.
*empreteco: sujeito (a) que participou do Empretec, programa das Nações Unidas orientado para empreendedores e ministrado no Brasil pelo Sebrae,

** gedista: sujeito (a) que participou do GD Grupo Dirigido de Psicodinâmica em Negócios que é um processo de desenvolvimento para empresários e profissionais que trabalham com negócios, que aproxima dois mundos até então distantes: Psicodinâmica e Negócios. Com o propósito de potencializar os resultados da empresa, o GD promove uma mudança de comportamento em seus participantes que passam a obter ganhos mais efetivos, tanto no que se refere à vida pessoal como profissional.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Aviso prévio - nova tributação é questionada

Em janeiro deste ano foi publicado o decreto nº 6.727 cuja determinação de se recolher contribuição previdenciária de 20% sobre o chamado aviso prévio indenizado implica em aumento de custo da empresa no momento da demissão.

Segundo Valor Econômico de hoje, "a medida já foi, no mês seguinte à edição, alvo de nove das 75 ações ajuizadas por empresas contra a delegacia da Receita Federal nas varas federais da capital paulista".

Ainda segundo a matéria "Klabin, Carrefour e General Motors estão entre as empresas que questionam a nova cobrança.... Fora as companhias em iniciativas próprias, sindicatos e federações estão na iminência de entrar com vigor no questionamento da sua legalidade...."

Argumento principal é que o aviso prévio indenizado não é remuneração. Como o próprio nome diz, a verba rescisória tem natureza de indenização e as contribuições devem ser pagas sobre os valores de natureza remuneratória.

Se sua empresa está demitindo, atente para esta questão. Sua discussão no âmbito adequado poderá trazer menos dispêndio para o seu caixa.

sábado, 14 de março de 2009

Executivo sequestrado por funcionários?????

Nestes últimos dias o principal executivo da Sony na França foi sequestrado por.... funcionários demissionários descontentes pela qualidade do pacote de desligamento ofertado pela companhia. Eles queriam melhores condições e para forçar a negociação simplesmente sequestraram o chefão da operação francesa. Acreditam nisso?

Em outra empresa também na França, os funcionários arremessaram ovos e xingaram executivos em protesto contra o fechamento de uma fábrica de pneus e a consequente eliminação de 1.120 postos de trabalho.
Imaginaram se a moda pega?
Bem, não dá para deixar de fazer um link desta informação divulgada pela Agência de Notícias REUTERS com outra informação divulgada nesta semana sobre o pagamento das horas extras no Senado Federal do Brasil por trabalho adicional realizado em pleno mês de janeiro. De 6 a 8 milhões de reais apenas para o pagamento das extras.... Se lembrarmos o estado de miséria de muitos compatriotas por este país afora, dá vontade de fazer muito mais do que jogar ovos nesta gentalha, nesta canalhice de "bandidos" que decidem o que querem tanto lá em Brasília quanto em outros gabinetes de todas as esferas e todos os poderes em todos os Estados e Municípios, infelizmente.
Quando as pessoas de bem irão se unir e acabar com esta bandalheira que nos consome e nos empobrece?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Recursos Humanos e a síndrome do patinho feio

Texto que encontrei no www.gruposinformaisderh.com.br, uma iniciativa da ABRH-SP e grupos informais para criação de canal de informações entre eles. Foi publicado em 10/2.006 como parte integrante do Boletim nº 006. Vejam que texto interessante para os dias atuais (e para sempre, se levarmos em conta a velocidade de mudança empreendida por certos RH’s).

“Até que ponto o ritmo das mutações organizacionais vem sendo provocado por iniciativas de RH? Ou, por outro lado, em que medida a reatividade tem sido o comportamento típico dessa área diante do turbilhão de mudanças? O que temos presenciado em trabalhos de consultoria desenvolvidos junto a diversas empresas é uma resposta tipicamente “mineira”: as duas coisas. Verdade seja dita, muita coisa mudou no “jeitão” tradicional de RH: aquela pose classuda, própria do detentor de poderes burocráticos e normativos, quase sempre aliada do discurso e à prática paternal-autoritários. Essa fase, da pequena autoridade, já passou. Em muitos casos, encontramos um núcleo extremamente ativo de RH, com profissionais de nível gerencial e técnico, agindo no centro dos acontecimentos e pilotando reformas estruturais e de processo.

O reverso da moeda também é, infelizmente, bastante comum: setores inteiros de RH cumprindo rituais burocráticos, com cheiro de mofo taylorista, numa completa alienação do que está acontecendo tanto na dinâmica de transformações internas (que acontecem, apesar de RH), como no universo de evoluções externas na comunidade empresarial.

É sempre bom lembrar Maquiavel, quando disse não existir nada mais difícil, nem mais incerto e perigoso do que iniciar uma nova ordem das coisas. Assim é também com o novo papel de Recursos Humanos. É preciso, antes de qualquer coisa, ousadia. A começar pela simples constatação do próprio RH sobre a necessidade de mudar. Mudar o que? O sentido e a razão de ser da própria área! Em outras palavras: definir uma nova missão e identidade para ela.

Alguns exemplos de um RH “afinado” com os novos tempos:
 Os profissionais da área deverão dominar o conceito e a prática de trabalho em grupos matriciais, team-works e task-forces, já que esta é a premissa para as novas estruturas flexíveis e multi-competentes.
 As antigas e clássicas análises de cargo dão lugar ao “enriquecimento de funções” ou “cargos ampliados”, na perspectiva de sintonizar as ocupações profissionais com os novos desafios do trabalho.
 Os profissionais de RH fortalecem o espírito de pesquisa e investigação da realidade, favorecendo a sintonia da Organização com o macro-ambiente em que atua.
 RH pode “abrir as janelas” das Organizações para o intercâmbio com outras instituições, empresas e comunidade, arejando o modo de pensar e de agir dos dirigentes e executivos.
 RH atua como orientador e apoiador para que cada departamento ou área da organização faça também o seu redesenho, antes que a empresa como um todo tome iniciativas desastradas, em nome desse conceito.
 O desenvolvimento das pessoas, do conhecimento e das competências profissionais (na perspectiva de educação permanente) é a grande bandeira de RH.
 Em resumo, o novo papel do RH nas Empresas e Organizações inteligentes é estimular a quebra de modelos mentais arcaicos que, se não forem revistos, acabam por restringir ou mesmo inviabilizar uma ação efetiva de engajamento das pessoas num novo tempo de participação, compromisso e contribuição.

Dorival Donadão, desde 1987 atua em projetos de treinamento gerencial e consultoria empresarial. É Administrador de Empresas com especialização em Marketing (FGV) e pós-graduação em Business pela Pace University, New York (EUA). Atualmente desenvolve projetos em Educação Corporativa, Clarificação de Valores e Estratégias e Desenvolvimento Individualizado de Executivos (www.dnconsult.com.br).

quarta-feira, 11 de março de 2009

Crise Econômica & Relações Trabalhistas

Organizado pelo José Emídio Teixeira, a ABRH-SP realizou em 10 de março evento que reuniu gente de peso para um debate que deveria contar com uma adesão muito maior dos profissionais de RH. Em torno de 100 pessoas estiveram presentes, era para ter no mínimo 10 vezes mais se os RH's realmente tivessem uma postura estratégica em sua atuação. Convenhamos, nestes tempos, o tema é um dos primeiríssimos itens na agenda dos profissionais que cuidam da gestão de pessoas nas organizações, ou não?
Os debatedores foram Guilherme Afif Domingos, Magnus Apóstolico (Febraban), Aparecido Donizeti da Silva (CUT), Emerson Casali (CNI), Ricardo Patah (UGT), Vander Morales (Assertem), Rafael Cervone Netto (Sinditextil) e finalmente Hélio Zylberstajn (FEA-USP), que inclusive apresentou dados de uma pesquisa surpreendente. O CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, criado em 1.965 pelo Ministério do Trabalho e Emprego como instrumento de acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos pela CLT, com o objetivo de assistir os desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego, sinalizou já em junho de 2.008 uma movimento atípico de dispensas. Movimento este agravado em outubro refletindo em estado bruto e brutal o início da grande crise. Obviamente, o governo não captou os sinais do próprio instrumento que criou para acompanhar movimentações de pessoal.
No próximo domingo, dia 15 de março, a ABRH-SP deverá divulgar um apanhado geral do evento no Jornal de Recursos Humanos, publicado no Caderno de Empregos do Estadão. É para conferir.

Ser Consultor, é o caminho! (?)


Afirmativa ou indagação?


Principalmente nestes tempos, é o caminho e ponto final segundo Dino Mocsányi, profissional com mais de 20 anos de experiência como consultor. Ele é um dos pioneiros na defesa de que trabalho tem de sobra, agora empregos... e a atividade de consultoria cai como uma luva: têm-se vários clientes (ou patrões, como dizem alguns) com os quais monta-se a renda do final do mês.
Mas é preciso - como tudo, não? - preparo para poder enfretar a rotina de captação dos clientes, trabalho no projeto propriamente dito, busca incessante de qualidade na entrega - afinal é seu nome e reputação que estão em jogo - e tudo isso acompanhado das incertezas do quanto cobrar e como cobrar. Bem, há treze anos, o Dino montou um curso de dois de duração e que já está em sua 80ª edição, o Curso de Capacitação e Aperfeiçoamento de Consultores, que tem sempre sua lotação esgotada. Inclusive, montou um grupo respeitável de troca de informações via web com os participantes dos cursos anteriores.

É uma dica para você que está pensando em mudar de cartão de visita ou mesmo estruturar melhor sua forma de trabalho caso já atue na área. Veja mais em http://www.rhcentral.com.br/agenda/mostra_release.asp?cod=4008

Quando devemos investir em pessoas

Navegando pela web, localizei este vídeo que é uma entrevista com Maria Inês Felippe, VP de Relações com a Academia da ABRH-Nacional, que versa sobre a importância de investimentos na formação e qualificação de pessoas, a despeito de situações de crise. Vale a pena dar uma olhada:


terça-feira, 10 de março de 2009

Sete vidas de Tom Coelho



Não, não... o Tom não virou felino, embora propositadamente a "orelha" da capa escrita por Mario Sergio Cortella faça conexão do livro com qualidades dos felinos... Bem, quero divulgar o lançamento do seu novo livro SETE VIDAS - Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional (Coquetel na Saraiva MegaStore do Shopping Ibirapuera, em 12 de março, a partir das 19h30). O livro de 200 páginas, prefaciado por Reinaldo Polito, é estruturado em 7... vidas: Vida 1 - Saúde e Esporte, Vida 2 - Família e Afetividade, Vida 3 - Carreira e Vocação, Vida 4 - Cultura e Lazer, Vida 5 - Sociedade e Comunidade, Vida 6 - Bens e Finanças e Vida 7 - Mente e Espírito.
Recebi o livro há pouco, dei uma olhada nas páginas iniciais e já encantei-me na de agradecimentos... pela fineza da abordagem e classe do texto. Vou lê-lo e retorno com minhas impressões.

Sapore Benefícios está chegando

Estive hoje conversando com Carlos César Coutinho, vice-presidente de expansão de negócios da Sapore Benefícios - empresa do grupo Gran Sapore, tradicional fornecedor de refeições corporativas, que contou-me sobre a estruturação do novo negócio. Os planos são de lançar a operação comercial até junho/2.009 e buscar estar entre os 4 grandes players até junho/2.010. Ou seja, em 24 meses de trabalho, do zero colocar a Sapore Benefícios com seus produtos Sapore Ristorante, Sapore Mercato e Sapore Auto em posição de destaque no mercado que movimenta algo como 10 bilhões de reais/ano.

Parabéns ao Coutinho e ao Daniel Mendez, CIO do Grupo pelo arrojo da iniciativa e competência na sua implantação.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um dos personagens mais famosos do País, Rui Barbosa (1849/1923), baiano, jurista e jornalista, defensor das liberdades civis é o nosso inspirador de hoje.

Trecho célebre do dicurso feito no Senado Federal em 17/12/1914 quando requereu informações sobre o Caso Satélite II e esbravejava sobre a falta de justiça dos senadores, dizia assim:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Neste início de semana, desejo propor uma reflexão inspirada no trecho acima, acerca das "malandragens", pequenas e grandes falcatruas que acontecem no mundo corporativo. Falamos tanto sobre os infindáveis casos envolvendo os políticos de todas as esferas - a propósito, não cansaremos nunca de lutar contra esta odiosa marca cultural nacional, certo? que esquecemos com compactuamos muitas vezes com trapaças cometidas em nosso "mundinho corporativo". Ora, vamos começar a limpar o lixo que nos envolve e rodeia, buscando - como gestores de pessoas que somos - formas de eliminar aqueles que ou vivem para tirar e aproveitar-se do que não lhe pertence.

Na sua empresa existe alguma forma, algum processo que possibilite denunciar casos de corrupção, de roubos de qualquer tipo cometido por colaboradores? Qual a política da direção quando casos dentro da companhia são conhecidos? Porquê varrer estes casos para debaixo do tapete? Sei que são inúmeras as razões para isso, mas não podemos fazer nada?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Insanidade

Frases de efeito para uso em cartas comerciais, e-mails, treinamentos, bilhetes amorosos e quetais.
Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes!
Albert Einstein
Insanidade é a exceção em indivíduos, mas a regra em grupos.
Friedrich Wilhelm Nietzche
Só não mencionei uso em blogs: que insano!

Dia das mulheres - 8 de março

Homenagem do blog "erreagá no ar" a todas as mulheres da nossa vida!
Muito obrigado!

Albert Einstein e a gestão de pessoas

Estive recentemente com Miriam Branco, diretora executiva de RH do famoso hospital para fazer a entrega do troféu Top of Mind2008, ganho na categoria Promoção de Saúde. Ela não pode comparecer à festa de premiação, pois exatamente naquele dia e hora ocorreu uma manifestação da PM de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes e foi na porta do Einsten que o clima estava mais "quente" entre os manifestantes. Ao conhecer - ainda que rapidamente - o funcionamento da área de RH e como ela e equipe conduzem a gestão junto aos diversos níveis de colaboradores, do pessoal operacional de limpeza aos PHD's da área médica, fiquei impressionado.

Com uma equipe muito enxuta, 35 pessoas dão conta de quase 7 mil colaboradores, os programas que usam, naturalmente, são de ponta e o pessoal tem um astral excelente (vide foto de uma boa parte do time de RH na seção Caras do RH da revista profissional&negócios de março). Esse grupo está de parabéns! É realmente RH que faz....

Misticismo Corporativo

A nota foi publicada na edição de março da Revista profissional&negócios e diz o seguinte:

Empresa limita a contratação a pessoas de apenas cinco signos astrológicos

"É fato que fatores como a personalidade e o humor das pessoas influencia muito o desempenho dentro do ambiente corporativo. Foi pensando nisso que uma empresa de seguros da Áustria colocou um anúncio de vaga em um jornal com a exigência: “Procuramos pessoas a partir dos 20 anos para um trabalho de vendas com os seguintes signos astrológicos: capricórnio, touro, aquário, áries ou leão”. Segundo um porta voz da companhia, a estatística da empresa confirma que os melhores empregados são desses signos."
Bem, você conhece alguma empresa no Brasil que use algo semelhante? se conhece, escreva para o blog.
E qual a sua opinião? esta empresa austríaca radicalizou no misticismo ou está usando apenas o bom senso, na medida em que sua estatística demonstrou o perfil astrológico mais indicado para aquela função? Você adotaria o mesmo processo em sua empresa? Escreva para nós.

terça-feira, 3 de março de 2009

Agência de Publicidade faz acordo curioso com demitidos

Muito interessante a forma encontrada pela agência americana para amenizar a transição dos colaboradores desligados. Vejam esta notícia, publicada hoje (03.03.2009) no site do Meio & Mensagem:

A norte-americana Martin Agency adotou uma iniciativa interessante para facilitar a contratação de 24 ex-funcionários por outras empresas

A Martin Agency, de Nova York, é uma das muitas que cortou funcionários neste início de ano mas, ao menos, está tentando reduzir os efeitos disso. Quando a agência demitiu 5% de sua força de trabalho na semana passada, por causa da redução de verba de clientes, cada um dos 24 empregados afetados recebeu a seguinte oferta: a Martin Agency pagaria metade do primeiro salário das pessoas quando elas forem contratadas por uma nova empresa. O acordo pagará, no máximo, US$ 4 mil na ocasião. Isso representa um compromisso assumido que pode chegar a até US$ 100 mil - o que não é exatamente pouco para as agências neste período. "Estamos tentando pensar criativamente sobre como fazer os empregados que deixamos ir serem empregados por uma outra empresa", informa a sócia e diretora de recursos humanos Beth Rilee-Kelley. Os cortes da Martin Agency foram os primeiros desde 2006 e afetaram pessoas na matriz em Richmond e no escritório de Nova York. E eles ocorreram apesar da agência - que esteve entre as 10 melhores na Lista A da publicidade norte-americana em 2008 - ter tido seu melhor ano em 43 anos de história. A empresa, que tem como maior cliente o Walmart, alega que houve queda na projeção de investimentos dos anunciantes informadas nas últimas seis a oito semanas.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Crise faz novo presidente do TST temer colapso na Justiça do Trabalho

Precisamos repercutir ao máximo notícias que tratem da necessária mudança da legislação trabalhista. Este tema, em função da sua importância no cenário econômico nacional - sua atualização com certeza seria um alavancador poderoso na retomada dos negócios neste ambiente de crise - e pelo que representa junto aos trabalhadores, deveria ser agenda obrigatória de debates dos profissionais de RH, principalmente das entidades que os representam. Enquanto isso não acontece, ejam o que pensa o novo presidente do TST em notícia distribuída hoje, pela Agência Brasil, ao tomar posse como novo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o ministro Milton de Moura França, 67, que comandará a Justiça do Trabalho diante do que classificou como o período mais crítico das relações trabalhistas no país desde a estabilização econômica dos anos 1990.

Somente nos últimos meses de dezembro e janeiro, o Ministério do Trabalho e Emprego registrou um saldo de mais de 750 mil postos de trabalho fechados. No cenário de crise, o risco é que aumentem os contenciosos entre capital e força de trabalho e cresça o número de disputas judiciais, que acabam no TST.

“Não temos como trabalhar mais. Já estamos no limite do suportável”, alertou o novo presidente do Tribunal, que teme “uma avalanche de processos”. “A Justiça está abarrotada de processos, não há como dar vazão a esse número imenso”, reclamou.

A receita prescrita pelo novo presidente do TST para que toda a Justiça Trabalhista não fique tão congestionada é que haja mais solução extrajudicial, como acordos coletivos e arbitragens entre patrões e empregados.

Em sua ótica, os problemas contratuais decorrentes da crise devem ser resolvidos por meio de negociação coletiva antes de se tornarem processos judiciais. “Eu vou dar prioridade para a negociação coletiva”, anunciou.

“O desemprego é a pior coisa que pode acontecer para o empregado. Tenho certeza de que as entidades sindicais são sensíveis a isto, basta sentar à mesa e negociar”, disse Moura França, que defende o diálogo entre as entidades patronais e de trabalhadores mas, sobretudo, a negociação direta entre sindicatos e empresas.

Moura França defendeu que, além da negociação coletiva, o governo e o Congresso Nacional criem legislação provisória para evitar demissões. “Não está se propondo redução ou eliminação de direitos”, esclareceu. Ele mesmo, no entanto, questionou: “Será que a rigidez que nós pretendemos, que existe na legislação, é compatível com essa realidade? No meu modo de entender, acho que temos que encontrar soluções que amenizem o problema, com a preservação do emprego, ainda que temporariamente”.

As saídas previstas pelo ministro para enfrentar a crise e problemas estruturais passam pelo caminho das reformas – especialmente a tributária, além da trabalhista e sindical, há mais de dez anos em discussão.

Moura França crê que o corte de impostos possibilite a manutenção de postos de trabalho. “Compete aos Poderes Executivo e Legislativo uma legislação de emergência que possa desonerar a folha de pagamento para que seja mantido o emprego”, defendeu.

Na visão de Moura França, é possível que a reforma tributária tenha “como contrapartida a estabilidade dos postos de trabalho, a formalização das ocupações e a melhoria da renda assalariada”.

“Se a folha de pagamento, e essa é a grande briga dos empresários, é pesada, por que não retirar uma parte desses encargos e transferir para outros segmentos produtivos ou de consumo?”, perguntou o ministro, acreditando que União, estados e municípios possam abrir mão de parte da arrecadação e reorganizar os tributos. “O Estado existe para buscar a felicidade dos que vivem nesta terra”, concluiu o ministro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Médicos sem Fronteira

Tive a oportunidade de conhecer recentemente uma exposição do trabalho desta organização na Praça da Sé em São Paulo e fiquei pensando em quantos profissionais que estão desligados de empresas poderiam dedicar um tempo para um trabalho voluntário que realmente faz a diferença. Claro que muita gente tem questões familiares a considerar, escolares, de saúde, etc. que é impeditivo para um deslocamento da onde mora por um período, porém, sem dúvida nenhuma, deve existir um outro grupo de pessoas com disponibilidade para tal e que poderiam analisar uma alternativa. Se você estiver neste grupo com possibilidade para um "sabático humanitário" vai aí a dica do site do Médicos sem Fronteira e os critérios para seleção de voluntários: http://www.msf.org.br/mhome.asp

Os critérios gerais de seleção são os seguintes:

- motivação pelo trabalho humanitário;
- qualificação profissional em sua área de atuação;
- experiência profissional comprovada;
- disponibilidade e vontade de trabalhar fora do Brasil, por pelo menos 12 meses;
- ótimos conhecimentos em francês e/ou em inglês;
- conhecimentos em informática;
- flexibilidade, adaptabilidade, sociabilidade, facilidade e interesse por trabalhar em equipe;
- capacidade de lidar com grande carga de trabalho e de trabalhar em condições por vezes difíceis;
- estar em boas condições de saúde física e psíquica.

Outros critérios desejáveis são os seguintes:
- experiência de trabalho em regiões remotas e/ou com poucos recursos;
- experiências de viagens pelo interior do Brasil e/ou por outros países em desenvolvimento;
- conhecimento de outras línguas estrangeiras.

Se você preenche estes critérios básicos, neste momento MSF está recrutando os seguintes profissionais brasileiros:- anestesiologistas- cirurgiões- enfermeiros - enfermeiros com especialização em obstetrícia- farmacêuticos - ginecologistas/obstetras - médicos de família e comunidade- médicos generalistas- médicos generalistas com experiência em HIV, Tuberculose, médicos infectologistas- pediatras - profissionais de logística - outros profissionais

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MWM e a crise

Ainda comentando sobre o posicionamento das empresas quanto a crise, a MWM Internacional que atua num dos setores mais atingidos (motores de carros, ônibus e tratores) apresenta uma postura equilibrada com relação à gestão do seu pessoal: negociaram uma redução temporária da jornada de trabalho (20%) e dos salários (17,5%). O presidente da companhia no Brasil, Waldey Sanchez, esteve pessoalmente à frente das discussões e negociações com os colaboradores. No cenário em que trabalham, esta redução iria até o bimestre abril/maio quando vislubram a retomada gradual dos negócios. Usam umas das máximas de Henri Ford: "o objetivo é manter todos os funcionários, pois, um desempregado é uma pessoa a menos para consumir e uma a mais para alimentar a crise". Parabéns!

Assim eles enfrentam a crise

Interessante a leitura da matéria de capa da Revista Exame de 11/02/2009, que nos informa como 170 presidentes de grandes empresas brasileiras estão liderando suas companhias nestes momentos turbulentos.

A matéria inicia contando como o principal executivo da GE, corporação que cresceu em média 30% ao ano desde 2.004, e que teve em 2.008 o melhor ano da sua história no Brasil faturando 3,4 bilhões de dólares - 46% mais que em 2.007, mudou sua conduta de "estrategista de grandes tacadas" para "administrador tático", olhando o presente com atenção às minúcias...

O que signfica isto, trocando em miúdos, ou em minúcias? A companhia que tanto cresceu no período de 4 anos, batendo recorde em cima de recorde, após quatro meses de iniciada a crise resolve que 170 funcionários de um braço financeiro eram totalmente dispensáveis. E o executivo diz que o "ajuste foi uma das medidas necessárias para que seus planos de crescimento de 10% em 2.009 tenham alguma chance de se tornar realidade".

E a matéria por aí vai, inclusive apresentando alguns resultados de uma pequena pesquisa feita com os presidentes. Na pergunta "Houve Cortes em Investimentos?", 99 presidentes disseram que sim e destes, 23 grandes líderes visionários informaram que já cortaram funcionários. Ou seja, mal começou uma crise que ainda não mostrou toda a sua dimensão, funcionários são descartados com uma velocidade e impiedade que impressiona.

E nos coloca uma reflexão sobre a área de Recursos Humanos: quão preparados estão os líderes do RH para defender a prioridade máxima dos empregos dentro da corporação?

Eu soube do caso de uma metalúrgica no interior paulista que precisou parar por uma semana por falta de pedidos e o que fez? ao invés do recurso da demissão, pois seu cenário é de redução efetiva de pedidos neste momento, optou por colocar todo o quadro em treinamento = uma semana de palestras e outras atividades que buscavam o melhor preparo do seu quadro.

No caso da mega corporação GE, será que a empresa estão tão mal das pernas (ou será que é o RH mal das pernas) que não consegue segurar e remanejar para alguma outra área ou unidade os 170 funcionários???demissão era a única alternativa possível?

Para refletir o papel do líder de recursos humanos dentro da corporação e sua real influência no board diretivo ou junto ao seu chefe, se não tiver assento no board.